A história da fotografia seria mal contada não fosse Boris Kossoy

A história da fotografia seria mal contada não fosse Boris Kossoy

Cassiano Viana

Se hoje o francês radicado no Brasil Antoine Hercule Romuald Florence (1804-1879) é reconhecido como um dos inventores da fotografia, é pelos esforços do fotógrafo, historiador, sociólogo e teórico da fotografia paulista Boris Kossoy.

O processo fotográfico desenvolvido por Florence para registrar e fixar uma imagem de forma permanente foi descoberto pelo menos seis anos antes de Daguerre apresentar seu daguerreótipo à Academia de Ciências em Paris, patentear o processo fotográfico e ser reconhecido como o inventor oficial da fotografia. O feito de Florence, no entanto, permaneceu no anonimato por cerca de 140 anos, quando, ainda no início da década de 1970, Kossoy teve acesso a seus diários, suas anotações e seus documentos originais através de um tetraneto desse inventor.

O material serviu de base para a publicação, em 1976, do livro Hercule Florence: a Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil, de Kossoy. No mesmo ano, as experiências de Florence foram fielmente repetidas no renomado Rochester Institute of Technology, em Nova York, que reconheceu a veracidade química do processo fotográfico inventado pelo francês.

“Essa é uma história que quase sempre é mal contada”, diz Kossoy. “Não temos um inventor da fotografia, temos vários. Rádio, TV, telégrafo, todas essas invenções foram pesquisadas numa mesma época, com métodos e materiais diferentes. Isso se repete na história das invenções”, explica o historiador. “Ao longo das três primeiras décadas do século XIX, em diferentes lugares, diferentes pesquisadores buscavam alcançar um antigo desejo: tornar permanentes as imagens dos objetos externos formados no interior da câmera obscura.”

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